quinta-feira, 28 de março de 2013

ABUSO: O DINHEIRO ACIMA DE TUDO!

O desejo de crescer economicamente faz parte de todo ser humano, com isso, muitos se utilizam dos recursos naturais que nosso planeta oferece de forma insustentável, causando desequilíbrios ambientais e problemas socioeconômicos que vêm se tornando constantes em nossa sociedade.
Muitas empresas que usam matéria-prima em seus produtos, estão retirando da natureza quantidades demasiadas, para assim conseguirem mais lucro e atingir um maior patrimônio. Com essas ações nosso planeta sofre, um exemplo disso é o desmatamento das matas ciliares, o que causa diversas enchentes. Além disso, com a retirada das florestas, diversas espécies precisam mudar de habitat, o que leva muitas delas à morte, ou mesmo a invadirem determinadas áreas populacionais. 
As autoridades, que se dizem a nosso favor, muitas vezes corrompem-se e tomam para si verbas que deveriam ser investidas em prol dos cidadãos mais necessitados. Deixando assim, a educação, a saúde, e diversas outras áreas públicas negligenciadas. 
Muitos cidadãos que também necessitam de dinheiro para sobrevivência, quando não o tem, movido pelo desespero e a mercê de suas necessidades básicas, cometem delitos ou até mesmo morrem.
A união da escola, família e comunidade é fundamental para a mudança desse cenário em que vivemos, onde as pessoas cometem atos absurdos no anseio por dinheiro. Com a união dessas, seria possível sensibilizar aos jovens econômica, política e ambientalmente para que eles vejam o mundo de forma crítica e possam exercer o papel que lhes foi dado, isto é, o futuro da humanidade.


Simão Timóteo

A LINGUAGEM E O PODER DE SUA INFLUÊNCIA






É sabido que a linguagem, seja ela escrita, falada ou gestualizada, existe desde o início das civilizações e desempenha papel fundamental em todas as manifestações da vida humana, sendo, sem via de dúvidas, o maior recurso que o homem possui. É ainda capaz de provocar mudanças, ultrapassar teorias e transformar o mundo. Possui também o potencial de criar ou dissipar estresses, cativar ou afastar pessoas, conquistar ou destruir sonhos, dentre outros. Assim, dependerá da habilidade do orador em lidar com ela, dosando-a adequadamente.
Rodríguez (2005), com muita convicção, afirma que “argumentar é a arte de procurar, em situação comunicativa, os meios de persuasão disponíveis”. Diante desse conceito, fica esclarecido que a argumentação é primordial na seara jurídica, haja vista que os operadores do direito só conseguem demonstrar seu conhecimento jurídico por meio de argumentos, sejam eles de forma escrita ou oral.
Diante de um tribunal do júri, a sedução existente, de forma implícita ou explícita, no discurso da defesa e da acusação, faz com que promotores e advogados possam convencer a todos de que a premissa que defendem é a verdadeira. Assim, a linguagem é utilizada de tal forma que transcende o explicável, em quê não só os métodos verbais, mas também a linguagem não verbal são recursos adotados para convicção da inocência dos réus.
Segundo Jaworski (apud COSTA, 2011), “é através da linguagem que criamos o mundo, porque ele não é nada até que o descrevamos. E quando nós o descrevemos, criamos distinções que governam as nossas ações. Dito de outra forma, a linguagem não descreve o mundo que vemos, mas vemos o mundo que descrevemos”.
Partindo deste preceito, os tribunais são exemplos claros do poder que tem a linguagem, sendo esta capaz de persuadir ao ponto de alterar o modo de pensar de outrem.






William Timóteo

quarta-feira, 27 de março de 2013

HOMEM DE CIRCUNSTÂNCIAS?



As circunstâncias justificam determinadas atitudes do homem? Diversos pensadores desdobram seu pensamento acerca de como a influência externa justifica as ações das pessoas. Segundo Marquês de Maricá, “não somos sempre o que queremos, mas o que as circunstâncias nos permitem ser”. No entanto, o homem como ser racional modifica a natureza adaptando-a a sua forma de viver. O homem em sociedade produz tecnologia, cultura, elabora instrumentos de adaptação social. Submeter-se à natureza é opção para o homem cultural. Para Stuart Mill, “ainda que as circunstâncias influam sobre o nosso caráter, a vontade pode modificar as circunstâncias em nosso favor”.
Quando falamos em circunstâncias a que o homem está submetido, nos referimos em diversos aspectos da vida humana. Desde o aspecto natural quando consideramos que o homem possui a capacidade transformadora do mundo a sua volta, ao aspecto social, no tocante a submissão da ética do homem nas relações de desigualdades e opressão.
Entretanto, o homem não está imune ao mundo a sua volta. A vida social contribui para a formação do caráter das pessoas. Podemos dizer então que o homem é submetido às condições impostas a ele até o momento que tem a capacidade de refletir sobre sua condição. A capacidade de refletir, o diferencial humano em relação aos outros seres vivos, o torna também responsável por suas ações. A postura de que as condições irão determinar as ações é conformista à medida que o homem detém a capacidade de mudar a sua realidade. “A causa da derrota, não está nos obstáculos, ou no rigor das circunstâncias, está na falta de determinação e desistência da própria pessoa” (Buda). Todavia, essa concepção não pode servir de justificativa para a alienação perante as desigualdades. Essa complexidade exige atenção.
Para que o homem se torne capaz de intervir sobre o seu destino diante as circunstancias impostas é preciso que ele adquira a capacidade libertadora do conhecimento. É um processo evolutivo que não é somente individual, constitui um idealismo compartilhado por toda a sociedade.



Ginaldo Laranjeiras