quinta-feira, 11 de julho de 2013

A SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA!



A saúde pública brasileira tem se mostrado de baixa qualidade – poucos hospitais públicos e falta de médicos e medicamentos são alguns dos problemas mais frequentes deste setor.
Atualmente, não é difícil nos depararmos com diversas filas em prontos socorros ou pessoas que dormem em recepções de postos de saúde e/ou hospitais na esperança de no dia seguinte receber o atendimento.
Mesmo com toda a ineficiência, contamos com o Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição Federal de 1988 para nos garantir o direito à saúde. As opiniões acerca deste são diversas, pois uns contam com a “sorte” para receber atendimento e fazer exames com datas de realização aceitáveis, já outros passam meses, ou mesmo anos para conseguirem.
Apesar das críticas ao sistema, segundo o Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, em entrevista cedida ao site Tribuna do Norte, nós temos um sistema de saúde que não existe igual na América do Sul, e o nosso modelo é semelhante ao norte-americano. Ainda segundo ele, os problemas do SUS não são, somente, por falta de investimentos, mas também pela impunidade das pessoas que obstruem o sistema.
A má gestão dos recursos materiais desses
estabelecimentos de saúde também é uma forte causadora de problemas. Pois, esta é fundamental para a compra, recebimento, distribuição e controle de estoques de medicamentos, materiais médicos, alimentos, dentre outros que são necessários tanto à estrutura quanto aos pacientes.
Além disso, há pessoas que dizem que o “grande” problema do SUS é a escassez de médicos. Mas na verdade, a falta desses profissionais se dá em função dos baixos salários, precariedade de hospitais e postos, e falta de incentivo. Pois, qual profissional vai deixar o conforto e a boa remuneração de uma capital para enfrentar esses e outros problemas numa pequena cidade? Medicina não é um dos cursos mais concorridos à toa!
Contudo, a população insiste em repousar a culpa somente em políticos e em si mesma por votar em pessoas, que já eram ou tornaram-se corruptas ao decorrer do mandato, quando na verdade todos têm seu “punhado de neve nesta grande bola”. É necessário que a população lute por melhorias, que exija seus direitos, que mobilizem a si e a outras pessoas a terem consciência política e a participarem da construção de uma sociedade melhor, justa.


Simão Timóteo

domingo, 7 de julho de 2013

CUIDADO COM AS PIRÂMIDES!

O golpe das pirâmides financeiras renasce agora mais elaborado. Continua sendo um crime contra o sistema financeiro nacional e por ser economicamente insustentável acarreta risco aos “divulgadores”. Essa armadilha é mais antiga do que se imagina. Apesar de agora ter um produto que serve de subterfúgio para os reais objetivos, claramente perceptíveis.
O que há de tão perigoso nisso? Esta “atividade econômica” - se é que assim podemos denominá-la - é inviável do ponto de vista financeiro. Primeiramente, dinheiro não surge do nada! As pessoas precisam contribuir para participar, e é à medida que outros vão aderindo que os valores são injetados na pirâmide. Sob a ilusão de dinheiro rápido e fácil, mais pessoas são atraídas para o esquema, financiando o lucro daqueles que estão no topo. Segundo, o risco da desintegração patrimonial dos “investidores” é literal. Ao contrário de uma empresa que presume que suas atividades perdurem, esses esquemas estão fadados ao fim quando se esgotarem os interessados em entrar no jogo.
É preciso que as pessoas tomem consciência do perigo que correm. Existem pelo Brasil diversos processos contra essas empresas. Suas atividades crescem em níveis inacreditáveis. Pessoas fazem empréstimos, e liquidam patrimônio para aplicar nesta atividade. Vale lembrar que em qualquer investimento não se recomenda que se aplique montantes significativamente aproximados, equivalentes ou superiores ao total da renda, dada a possibilidade de prejuízos.





Ginaldo Laranjeiras
ginaldolaranjeiras@gmail.com

quarta-feira, 3 de julho de 2013

DE QUEM É A CULPA?


É incrível como o déficit de aprendizagem dos alunos da escola pública é cada vez maior. Deste modo, a educação no Brasil, lamentavelmente, vem regredindo com o passar do tempo. Tanto dinheiro é investido e, no entanto, ocupamos ainda a posição de número 39 no ranking mundial1, em uma lista com 40 nações, e registramos um IDH de 0,7302, ocupando a 85ª posição dentre as 187 nações avaliadas. Mas afinal, de quem é a culpa?
Os governantes apontam os professores como culpados pelos baixos índices de nosso ensino. Os professores, por sua vez, culpam o governo, alegando que não é investido o necessário para obtenção de bons resultados. E no meio desse “pingue-pongue” estão os estudantes, estes, os únicos prejudicados.
O problema da educação vai além das justificativas dadas tanto pelos professores quanto pelos governantes, uma vez que todos possuem uma parcela de culpa, inclusive os próprios alunos, seus pais e a sociedade.
Faz-se necessário que nós, cidadãos de direito, tenhamos um olhar diferenciado para a temática. É preciso cobrar das autoridades uma valoração dos profissionais do magistério, assim como melhores condições de trabalho. É preciso cobrar também que tenhamos docentes mais compromissados, pois o descaso por grande parte destes ainda é grande. É preciso cobrar ainda uma participação ativa dos pais dentro do ambiente escolar, colaborando na efetivação das atividades pedagógicas, como também além da cobrança dos estudantes em relação à realização das tarefas que haja acompanhamento e estímulo.
É preciso, urgentemente, mudar o status quo. A educação brasileira carece de um trabalho conjunto, em que Estado, professores, família e sociedade em geral, unam-se na busca de um bem comum, uma educação de excelência.


1 Estudo The Learning Curve (A curva de aprendizagem), feito pela Economist Intelligence Unit (EIU) e divulgado em 27/11/2012 pela Pearson. / 2 Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 14/03/2013.



William Timóteo