A
saúde pública brasileira tem se mostrado de baixa qualidade – poucos hospitais
públicos e falta de médicos e medicamentos são alguns dos problemas mais
frequentes deste setor.
Atualmente,
não é difícil nos depararmos com diversas filas em prontos socorros ou pessoas
que dormem em recepções de postos de saúde e/ou hospitais na esperança de no
dia seguinte receber o atendimento.
Mesmo
com toda a ineficiência, contamos com o Sistema Único de Saúde (SUS), instituído
pela Constituição Federal de 1988 para nos garantir o direito à saúde. As
opiniões acerca deste são diversas, pois uns contam com a “sorte” para receber
atendimento e fazer exames com datas de realização aceitáveis, já outros passam
meses, ou mesmo anos para conseguirem.
Apesar
das críticas ao sistema, segundo o Presidente do Conselho Nacional de Saúde,
Francisco Batista Júnior, em entrevista cedida ao site Tribuna do Norte, nós
temos um sistema de saúde que não existe igual na América do Sul, e o nosso modelo
é semelhante ao norte-americano. Ainda segundo ele, os problemas do SUS não
são, somente, por falta de investimentos, mas também pela impunidade das
pessoas que obstruem o sistema.
A má
gestão dos recursos materiais desses
estabelecimentos de saúde também é uma
forte causadora de problemas. Pois, esta é fundamental para a compra,
recebimento, distribuição e controle de estoques de medicamentos, materiais
médicos, alimentos, dentre outros que são necessários tanto à estrutura quanto
aos pacientes.
Além
disso, há pessoas que dizem que o “grande” problema do SUS é a escassez de
médicos. Mas na verdade, a falta desses profissionais se dá em função dos
baixos salários, precariedade de hospitais e postos, e falta de incentivo. Pois,
qual profissional vai deixar o conforto e a boa remuneração de uma capital para
enfrentar esses e outros problemas numa pequena cidade? Medicina não é um dos
cursos mais concorridos à toa!
Contudo,
a população insiste em repousar a culpa somente em políticos e em si mesma por
votar em pessoas, que já eram ou tornaram-se corruptas ao decorrer do mandato,
quando na verdade todos têm seu “punhado de neve nesta grande bola”. É
necessário que a população lute por melhorias, que exija seus direitos, que
mobilizem a si e a outras pessoas a terem consciência política e a participarem
da construção de uma sociedade melhor, justa.
Simão Timóteo

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