O golpe das pirâmides financeiras renasce agora mais elaborado. Continua
sendo um crime contra o sistema financeiro nacional e por ser economicamente
insustentável acarreta risco aos “divulgadores”. Essa armadilha é mais antiga
do que se imagina. Apesar de agora ter um produto que serve de subterfúgio para
os reais objetivos, claramente perceptíveis.
O que há de tão perigoso nisso? Esta “atividade econômica” - se é que
assim podemos denominá-la - é inviável do ponto de vista financeiro.
Primeiramente, dinheiro não surge do nada! As pessoas precisam contribuir para participar, e é à medida que outros vão aderindo que os valores são injetados na pirâmide. Sob a ilusão de dinheiro rápido e fácil, mais
pessoas são atraídas para o esquema, financiando o lucro daqueles que estão no
topo. Segundo, o risco da desintegração patrimonial dos “investidores” é
literal. Ao contrário de uma empresa que presume que suas atividades perdurem,
esses esquemas estão fadados ao fim quando se esgotarem os interessados em entrar no jogo.
É preciso que as pessoas tomem consciência do perigo que correm. Existem
pelo Brasil diversos processos contra essas empresas. Suas atividades crescem
em níveis inacreditáveis. Pessoas fazem empréstimos, e liquidam patrimônio para
aplicar nesta atividade. Vale lembrar que em qualquer investimento não se
recomenda que se aplique montantes significativamente aproximados, equivalentes
ou superiores ao total da renda, dada a possibilidade de prejuízos.
Ginaldo Laranjeiras
ginaldolaranjeiras@gmail.com
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