sábado, 22 de junho de 2013

O BRASIL NAS RUAS!

Nos últimos dias, o Brasil foi à luta reivindicar melhores políticas públicas em um movimento democrático com a participação da juventude. Todos esperamos que essa revolução obtenha resultados significativos.  As pessoas foram às ruas com cartazes contra a PEC 37, a corrupção, dentre outras reivindicações por um país mais justo. Estamos felizes com as manifestações, pois nosso objetivo é despertar o senso crítico nas pessoas para que sejam cidadãos atuantes na sociedade. Enfim, o GIGANTE ACORDOU!

Vídeo com imagens das manifestações! 
Música: Até Quando? - Gabriel o Pensador.




sábado, 8 de junho de 2013

UM CONTRATO BILATERAL



 O Estado é a única instituição que possui o poder de coerção legítimo. Isso significa que todos estão submetidos às leis impostas por ele. Se cometermos um crime, estamos sujeitos as penalidades decorrentes da lei. Podemos ser privados da nossa liberdade, e no caso de crimes hediondos em alguns países como nos Estados Unidos, podemos até perder o direito à vida. De que forma se justifica uma afronta aos direitos individuais, segundo os naturalistas invioláveis?
Essa restrição de direitos nas hipóteses supracitadas se justifica, porque assinamos um contrato social com o Estado no qual vivemos. Aceitamos viver de acordo com as leis impostas para que possamos dispor dos direitos públicos. Existem coisas que seriam impossíveis de conseguirmos individualmente, por isso, as pessoas em sociedade deixam o seu estado de natureza para participarem de um Estado de Direito. O fato de pagarmos impostos justifica-se devido aos serviços públicos que nos são garantidos.
Apesar dessa responsabilidade do contrato, teoricamente, ser exercida pelas duas partes - sociedade e Estado - nos vemos diversas vezes injustiçados pela parte que dispõe dos meios legítimos de estabelecer sua vontade (através da força). Somos penalizados na hipótese de quebrarmos o contrato infligindo a lei. Da mesma forma, não acontece se o Estado deixar de nos garantir nossos direitos estabelecidos na Constituição.
Viver sem a presença de um Estado para elaborar as leis que organizam nossa vida e também nos garante direitos é impossível.  Entretanto, é preciso que busquemos estabelecer um equilíbrio nessa balança. À medida que somos cobrados para que vivamos em conformidade com esse contrato pré-estabelecido, do qual não podemos negar desconhecimento, também se faz necessário que o Estado cumpra o seu papel. Conhecimento e participação nas decisões do Estado por nós cidadãos é imprescindível, em todas as esferas do governo, não devendo esse exercício de cidadania ficar apenas nas mãos dos órgãos reguladores. 


Ginaldo Laranjeiras
ginaldolaranjeiras@gmail.com