É incrível como o déficit de aprendizagem dos alunos
da escola pública é cada vez maior. Deste modo, a educação no Brasil,
lamentavelmente, vem regredindo com o passar do tempo. Tanto dinheiro é
investido e, no entanto, ocupamos ainda a posição de número 39 no ranking
mundial1,
em uma lista com 40 nações, e registramos um IDH de 0,7302, ocupando a 85ª posição dentre as
187 nações avaliadas. Mas afinal, de quem é a culpa?
Os governantes apontam os professores como culpados
pelos baixos índices de nosso ensino. Os professores, por sua vez, culpam o
governo, alegando que não é investido o necessário para obtenção de bons
resultados. E no meio desse “pingue-pongue” estão os estudantes, estes, os
únicos prejudicados.
O problema da educação vai além das justificativas
dadas tanto pelos professores quanto pelos governantes, uma vez que todos
possuem uma parcela de culpa, inclusive os próprios alunos, seus pais e a
sociedade.
Faz-se necessário que nós, cidadãos de direito,
tenhamos um olhar diferenciado para a temática. É preciso cobrar das
autoridades uma valoração dos profissionais do magistério, assim como melhores
condições de trabalho. É preciso cobrar também que tenhamos docentes mais
compromissados, pois o descaso por grande parte destes ainda é grande. É
preciso cobrar ainda uma participação ativa dos pais dentro do ambiente
escolar, colaborando na efetivação das atividades pedagógicas, como também além
da cobrança dos estudantes em relação à realização das tarefas que haja
acompanhamento e estímulo.
É preciso, urgentemente, mudar o status quo. A educação
brasileira carece de um trabalho conjunto, em que Estado, professores, família
e sociedade em geral, unam-se na busca de um bem comum, uma educação de
excelência.
1 Estudo The
Learning Curve (A curva de
aprendizagem), feito pela Economist Intelligence Unit (EIU) e divulgado em 27/11/2012 pela Pearson. / 2 Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em
14/03/2013.
William Timóteo

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